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Elipse E3 na Central Técnica de Recepção de Sinais, da TV Globo, do Rio de Janeiro

Solução Elipse E3 para otimizar a operação de recepção de sinais na central da Globo, no Rio de Janeiro

Necessidade

 

Considerada uma das maiores redes de televisão do mundo, a TV Globo cobre 98,4% do território brasileiro, atingindo 5564 municípios e 99,5% da população do país. Cerca de 90% de sua programação é de produção própria, o que faz da Globo uma empresa geradora de empregos para artistas, autores, jornalistas, produtores e técnicos.

Até 2008, mais de 300 novelas e minisséries foram produzidas e exibidas pela emissora. Contando com 11 correspondentes internacionais e 600 equipes de reportagem espalhadas pelo país, nada menos que 80% dos brasileiros se informam através da Globo, durante suas cinco horas diárias de telejornalismo.

Com o objetivo de otimizar a operação de recepção de sinais na central do Rio de Janeiro, a TV Globo decidiu implementar a solução de supervisão e controle de processos desenvolvida pela Elipse Software, o E3.

Para isso, a emissora contou com a participação direta do engenheiro Eduardo Limoeiro, gerente de sistemas de automação com software supervisório da ADKL Zeller Eletro Sistemas LTDA, empresa integradora responsável pelo desenvolvimento do projeto. No total, seis cópias do E3 foram adquiridas pela Central Técnica de Recepção de Sinais (CTRS) do Rio: uma de Server, uma de Hot-Standby e quatro de Viewer.

 

Figura 1. Tela principal do sistema

Figura 1. Tela principal do sistema

 

Para melhor compreensão das vantagens que o uso da nova ferramenta trouxe à operação da Globo, é preciso conhecer alguns detalhes de como opera a CTRS. Localizada no segundo andar do prédio de jornalismo, a CTRS é dividida em dois ambientes: a “Central Técnica”, onde se encontram os equipamentos responsáveis pela recepção e transmissão dos sinais, e o “Preview”, espaço destinado à equipe que controla a operação.

Antes da entrada do E3, caso fosse necessário programar os equipamentos para receber ou transmitir um sinal, os operadores precisavam se deslocar do Preview à Central Técnica para realizar a manobra manualmente. Tal deslocamento representava uma ausência da operação no ambiente do Preview e, consequentemente, uma queda na qualidade de atendimento aos clientes internos.

Para mudar esta realidade, o E3 possibilitou o controle de todo o processo, através de dois computadores instalados no Preview. Esta medida visou reduzir os deslocamentos, exceto em alguns casos extremos, onde seja necessário intervir diretamente sobre um equipamento que não responda a um comando, por exemplo. Pensando em solucionar este problema, um terceiro computador contendo o E3 Viewer foi instalado na Central Técnica.

“Através deste Viewer, podemos acompanhar se o problema foi corrigido junto ao equipamento, sem precisar retornar ao Preview para verificar se o sinal foi ou não recebido”, explicou o gerente de operações da TV Globo, Fernando Wiktor.

 

Figura 2. Tela exibindo a matriz de recepção dos sinais

Figura 2. Tela exibindo a matriz de recepção dos sinais

 

Através do software, também é possível monitorar a intensidade como o sinal chega à CTRS, cabendo aos operadores avaliar se este pode ou não ser utilizado em uma transmissão. Para o engenheiro de projetos de telecomunicações da TV Globo Rio, Luis Fernando de Oliveira Loureiro, a boa legibilidade e compreensão dos dados exibidos pelas telas do E3 é outro fator que merece ser destacado.

“O software apresenta uma interface muito bem organizada, dispondo de objetos que facilitam o entendimento de todo o processo”, afirmou ele.

Por fim, o E3 possibilitou automatizar a recepção dos sinais de jornalismo enviados pelos escritórios da Globo sediados em Londres e Nova York. Isto trouxe ao CTRS Rio um ganho de qualidade e produtividade.

“Sem o E3, nada disso teria sido possível. Ele foi fundamental”, afirmou Loureiro.

 

Figura 3. Cadeia de transmissão dos sinais da Globo Rio

Figura 3. Cadeia de transmissão dos sinais da Globo Rio

 

Satisfeita com a solução, a Globo Rio, em conjunto com a Elipse e a ADKL, já está trabalhando na implementação de uma nova funcionalidade.

“A ideia é fazer com que o E3 possa automatizar o processo de transmissão do sinal gerado pelas unidades móveis. Assim, será possível liberar as equipes em campo para que apoiem a captação do jornalismo com mais efetividade. Tudo será controlado pelos computadores próximos à mesa de operações no ambiente do Preview”, lembrou o engenheiro.

 

Benefícios

 

  • Centralização do controle dos equipamentos que fazem o recebimento e a transmissão dos sinais em um único ambiente de trabalho;
  • Automatização do processo de recebimento e transmissão de sinais, reduzindo a necessidade de deslocamentos entre o ambiente do Preview e a Central Técnica;
  • Diminuição dos riscos de queda ou perda do sinal;
  • Maior agilidade no recebimento e transmissão dos sinais;
  • Interface bem organizada, facilitando a operação do sistema;
  • Automação da recepção dos sinais gerados pelas centrais de Londres e Nova York.

 

Considerações Finais

 

Para o engenheiro Luis Fernando de Oliveira Loureiro, o E3 fez com que a emissora abandonasse o antigo controle manual, partindo em direção à automatização e centralização das operações do sistema, representando uma nova era na transmissão e recepção de sinais da TV Globo do Rio de Janeiro.

“Com o E3, conseguimos ter acesso remoto a praticamente 90% dos equipamentos responsáveis pelo recepção e transmissão dos sinais externos, tendo mais agilidade para verificar se um sinal caiu ou não, por exemplo. Assim, o software nos permitiu não só diagnosticar de forma mais rápida os problemas, como também resolvê-los”, afirmou o engenheiro.

Segundo ele, o E3 trouxe um grande benefício ao setor de operações da CTRS da Globo Rio. Benefício associado principalmente à agilidade proporcionada às diferentes atividades que abrangem o processo de recepção e transmissão de sinais.

“Sem dúvida, o software representou um grande ganho operacional para a emissora. Um ganho relacionado à rapidez para configurar o sistema, ler os equipamentos e buscar soluções para os mais diferentes tipos de problemas. Com o E3, conseguimos interagir com os equipamentos automaticamente, seja esta comunicação via satélite, microondas ou fibra ótica, tudo da forma mais ágil e segura possível. Hoje, sabemos que uma vez dado um comando, ele será executado rapidamente”, disse o engenheiro.

Ficha Técnica

Cliente: Globo Comunicação e Participações S.A.

Integrador: ADKL Zeller Eletro Sistemas LTDA

Software: Elipse E3

Número de Cópias: 1

Plataforma: Windows XP

Número de Pontos de I/O: 10 mil

Driver de Comunicação: ASCII, Modbus Ethernet, RS-232 E OPC-SNMP